segunda-feira, maio 01, 2006

Remodelação de Interiores - Design de Interiores e de Mobiliário
Habitação - Lojas - Escritórios


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Paula Faria participou nalgumas feiras e certames ligados à arquitectura de interiores, design e decoração. São exemplo disso a sua participação no 1º Salão Luxdeco, que se realizou na Gare Marítima de Alcântara, em 2001, na FIL Interiores, em 2002, com uma palestra sobre "O Uso dos Tecidos em interiores modernos" e na Casa Decor, que teve lugar em 2003, na antiga casa do rei Humberto de Itália, em Cascais.
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Casa Decor
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Paula Faria participou na V edição da Casa Decor que decorreu de 7 de Maio a 8 de Junho, na Vila Itália, em Cascais.
Esta casa histórica, hospedou o rei Humberto de Itália em grande parte do seu exílio em Portugal. Construída nos anos cinquenta, foi o palco onde sessenta profissionais da decoração, design, arquitectura de interiores e paisagismo, transformaram os vários espaços numa casa viva, apresentando projectos diversos que exprimem opções estéticas distintas.
O tema proposto pela Casa Decor, que habitualmente colabora com a Cruz Vermelha Portuguesa, foi a PAZ.
















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Memória descritiva do espaço

“Espaço de lazer de um realizador de cinema”

Dado que o tema da Casa Decor era a PAZ, Paula Faria seleccionou o filme “Guerra e Paz”, de Sergei Bondarchuk, como ponto de partida deste projecto. Este filme foi estreado no cinema Império no início da década de 70, em 3 partes, devido à extensão do filme que tinha 7 horas de projecção.
Utilizou os 2 acetatos originais com cenas do filme, que foram então expostos, em conjunto com outro material, no hall de entrada do cinema, durante o tempo em que o filme esteve em cartaz. Emoldurados em caixas de luz, eles funcionam neste ambiente não só como um referencial do mundo do cinema, mas sobretudo como um ícone temático da dualidade Guerra e Paz.
A moviola exposta é uma mesa de montagem para filmes de 35 mm, importada de Hollywood U.S.A., no início dos anos 40. Era na altura a última palavra em equipamento técnico para a montagem de filmes. Permitia a montagem da imagem e do som óptico simultaneamente ou em separado. A marca “Moviola”, por ser considerada a melhor, deu origem à utilização do termo “Moviola” no sentido genérico para as mesas de montagem. Existem mais 2 exemplares idênticos no Museu da Cinemateca Nacional.
A câmara de filmar CINEPHON, de 35 mm, junto à entrada, é uma cópia checoslovaca dos anos 20 da câmara de filmar americana MITCHEL. Tem uma cabeça giroscópica AKELEY, de origem americana, dos anos 20. Esta cabeça tem um complicado sistema de engrenagem que permite fazer panorâmicas horizontais e verticais sem tremuras.
O sofá em pele preta é de Josef Hoffmann e o cadeirão com pouff de Charles Eames, de 1956.
Betty Boop é a personagem que convida a entrar neste espaço lúdico que procura celebrar a paz interior e exterior.











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Salão Luxdeco
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Paula Faria participou no I Salão LuxDeco, o primeiro salão de decoração em Portugal a nascer de uma revista especializada, a revista LuxDeco, o que é habitual por essa Europa fora e também nos Estados Unidos da América.
Evento dedicado à decoração, design, artes decorativas, arquitectura de interiores e arte de viver em geral, decorreu na Gare Marítima de Alcântara, de 10 a 14 de Outubro de 2001.
Foi com prazer que Paula Faria recebeu o convite para participar neste evento cujo principal objectivo era a sensibilização da população para as vantagens e benefícios de optarem pelos serviços de decoradores profissionais.
Com a participação dos mais prestigiados decoradores e designers de renome nacional e internacional, criteriosamente seleccionados, este certame recebeu como visitantes convidados especiais, líderes de opinião e o público interessado em geral.
Da Comissão de Honra fizeram parte Graça Viterbo, Joana Aranha e Pedro Guimarães.






Memória descritiva do espaço

“A arquitectura é o jogo dos volumes sob o efeito da luz”
Le Corbusier

O objectivo de Paula Faria foi criar um ambiente através da luz.
O espaço é um lugar indefinido, um espaço de comunicação, uma antessala. O importante foi realçar as volumetrias existentes, criar planos sequenciais através da luz, da cor, dos materiais e das texturas. Conseguir a máxima tensão com o mínimo de meios. Um convite a efectuar um percurso que apela às emoções e às memórias de cada um.
As aberturas no tecto, em diálogo com o vão das janelas existentes, criam jogos de luz e produzem uma sensação de fluidez e continuidade. Mas Paula Faria procurou também explorar as penumbras, zonas onde o vazio convida a uma paragem, ao silêncio e à reflexão.
A paleta das cores, do branco ao preto, com vários tons de cinza, está também ela associada ao silêncio, à procura do essencial. Apenas uma enorme tela de Isabella de Carvalho, “O Conquistador”, irrompe neste ambiente numa explosão de cor, onde o vermelho domina, pontuado por ocres e verdes-alface. Uma tela cheia de histórias, um referencial aos Descobrimentos, à viagem de Vasco da Gama, a kiloa e outras paragens. E o diálogo estabelece-se com uma máscara africana – uma N’mba – oriunda da Guiné, um dos poucos elementos decorativos deste espaço.
Junto a uma chaise longue do designer Rui Avelar e a uma tela de Gracinda Candeias, uma escultura em pedra e ferro de Teresa Frazão, “Pégaso”, onde homem e cavalo se entrelaçam. Esta zona convida a uma pausa, ao relaxamento e à contemplação do espectáculo onde a luz é a protagonista: uma multiplicidade de cores projectadas em contínuo numa das paredes.
O mobiliário é reduzido ao essencial: uma mesa de apoio, uma consola, um espelho e uma floreira, tudo design de Paula Faria, e dois cadeirões de Harry Bertoia.No chão, revestido a cairo, um tapete em lã, também design de Paula Faria.